Na tarde desta segunda-feira (29), a Câmara de Salvador foi palco de intensos embates entre os vereadores Cláudio Tinoco, da base governista União, e Tiago Ferreira, da oposição do PT, durante uma sessão ordinária marcada pela paralisação dos rodoviários, que provocou congestionamentos na região da Estação da Lapa.
Tinoco, aliado do prefeito Bruno Reis, acusou a paralisação de ser uma estratégia oportunista para fortalecer lideranças políticas em ano eleitoral. “Isso é uma covardia para poder cacifar lideranças no ano político eleitoral. Abram os olhos para esses movimentos que vão se intensificar a partir de agora, porque querem ganhar no tapetão”, afirmou.
Por sua vez, Ferreira, ligado ao Sindicato dos Rodoviários, refutou as acusações de Tinoco, ressaltando que a greve não envolve nenhum tipo de artimanha política. “Nós não usamos nenhum tipo de tapetão não, meu amigo. Vossa excelência está muito equivocada e eu peço respeito”, rebateu, solicitando uma Questão de Ordem para a retirada das palavras “tapetão” e “covardes” da ata.
O vereador Ricardo Almeida, que presidia a sessão, interveio pedindo ordem no Plenário e negando o pedido para a retirada das palavras da ata. Ele justificou que Tinoco expressou preocupação com o transtorno causado pela greve, embora reconheça que seja um mecanismo legítimo da força de trabalho.
















