Em uma entrevista franca ao canal “Na Lata”, conduzido por Antônia Fontenelle no YouTube, o influente pastor bolsonarista Silas Malafaia compartilhou os bastidores por trás da recente manifestação pró-Bolsonaro, realizada no último domingo de fevereiro na movimentada avenida Paulista. Malafaia afirmou que foi ele quem tomou a iniciativa de mobilizar o povo para o evento.
Durante a conversa, Malafaia explicou os motivos que o levaram a agir dessa forma. Segundo ele, o ex-presidente Bolsonaro estava “calado, amoado” devido às investigações em curso pela Polícia Federal (PF) envolvendo ele e seus filhos. Sentindo a necessidade de um posicionamento mais ativo, o pastor decidiu agir e telefonou para o ex-presidente, comunicando-lhe sua intenção e convocando a manifestação.
“Você quer ser preso em Mambucaba chorando ou quer ser preso com o povo na rua? Vou te falar uma coisa, Bolsonaro: ‘Se você não botar o povo na rua e for preso, ninguém vai se manifestar por você. Se você botar o povo na rua, eles vão pensar três vezes [antes de te prender]’. E se isso acontecer o negócio vai ficar feio”, declarou Malafaia durante a entrevista.
Além de revelar sua iniciativa, Malafaia também assumiu a responsabilidade financeira pela organização da manifestação. Ele detalhou que a ideia de bancar o evento partiu dele mesmo, comprometendo-se a custear os dois trios elétricos utilizados durante a mobilização, totalizando cerca de R$ 74 mil em despesas.
A manifestação contou com a presença de diversos políticos aliados ao ex-presidente Bolsonaro, incluindo governadores como Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Jorginho Mello, bem como parlamentares do Congresso Nacional, como os deputados Gustavo Gayer, Nikolas Ferreira, Carla Zambelli e o senador Magno Malta. João Roma, fiel aliado de Bolsonaro e ex-deputado federal, também marcou presença no evento.
Apesar da mobilização e dos discursos inflamados, interlocutores afirmam que a manifestação e as palavras de Malafaia não tiveram impacto nas investigações em andamento, nem em eventuais decisões judiciais que possam afetar Bolsonaro, como um possível pedido de prisão por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).















