Nesta terça-feira, 31 de outubro de 2023, o Exército e a Polícia Militar de São Paulo (PM – SP) unem esforços em uma operação conjunta na cidade de Guarulhos, com o objetivo de localizar as últimas quatro das 21 metralhadoras que foram furtadas no Arsenal de Guerra, em Barueri, em meados de setembro.
As autoridades estão cumprindo mandados de busca e apreensão em residências suspeitas que poderiam ter abrigado o armamento desviado. Até o momento desta reportagem, 17 militares estão detidos como medida disciplinar, enquanto sete militares com patentes de soldado, cabo, sargento e tenente estão sob investigação por suspeita de participação direta no furto.
Um dos cabos está sob suspeita de ter utilizado um veículo oficial do então diretor do Arsenal de Guerra para transportar as metralhadoras do depósito de armas. Na última sexta-feira, ele apresentou um atestado médico psiquiátrico como justificativa para se afastar do quartel.
É importante ressaltar que as outras 17 metralhadoras já foram recuperadas em operações conjuntas do Exército com as polícias do Rio de Janeiro e São Paulo. As autoridades informaram que essas armas foram retiradas do quartel por militares, dos quais seis estão sendo investigados por suspeita de envolvimento direto no furto e posteriormente negociadas com facções criminosas.
De acordo com o Instituto Sou da Paz, esse furto representa o maior desvio de armas registrado no Exército brasileiro desde 2009, quando sete fuzis foram roubados de um batalhão em Caçapava, no interior de São Paulo. Conforme esclarecido pelo Exército, as armas furtadas foram fabricadas entre 1960 e 1990 e são consideradas “inservíveis”, ou seja, não estariam em perfeito funcionamento.
Foto: Reprodução TV Globo















