Com alegria e otimismo, o governador Jerônimo Rodrigues celebrou recentemente as supostas conquistas na área de saúde na Bahia. No entanto, um exame mais atento revela que, por trás das palavras elogiosas e das promessas de salvar vidas, o sistema de regulação de saúde do estado está longe de ser eficiente.
Embora o governador destaque a alta porcentagem de respostas às solicitações das unidades de saúde, isso não reflete necessariamente a qualidade do atendimento. A realidade é que muitos pacientes continuam esperando por transferências e tratamentos médicos essenciais por períodos prolongados, enquanto a burocracia persiste.
A secretária estadual de Saúde, Roberta Santana, mencionou a abertura de novos leitos e a contratação de médicos reguladores, mas a questão fundamental é: por que ainda existe uma demanda tão alta por esses serviços? A falta de investimento na Atenção Primária em muitos municípios da Bahia resulta em pacientes chegando aos hospitais estaduais em estágios avançados de suas doenças, o que poderia ter sido evitado com uma atenção precoce e adequada.
Além disso, a sobrecarga das UTIs estaduais com pacientes politraumatizados é um sinal claro de que as políticas de prevenção de acidentes e cuidados primários ainda são insuficientes. Em vez de focar em pacientes graves, recursos preciosos estão sendo desperdiçados em casos que poderiam ser tratados em unidades municipais com menos complexidade.
Portanto, embora o mutirão e as palavras de otimismo sejam bem-vindos, é essencial que o governo da Bahia enfrente as questões subjacentes que afetam o sistema de saúde do estado, priorizando a prevenção, a Atenção Primária e a eficiência na regulação, em vez de celebrar conquistas superficiais. A vida dos cidadãos baianos depende disso.
















