A Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI), encarregada da investigação dos atos antidemocráticos ocorridos em 8 de janeiro, está se organizando para uma próxima fase de convocações e depoimentos nas próximas semanas.
Na terça-feira da próxima semana, em 22 de agosto, a CPMI realizará uma reunião para debater os requerimentos propostos pelos membros da comissão.
Espera-se que novos pedidos de convocação sejam acrescentados à agenda, retomando o ímpeto da comissão após os depoimentos de Mauro Cid, ex-auxiliar de Jair Bolsonaro (PL), e de Walter Delgatti Neto, detido pela Polícia Federal por sua participação na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por admitir receber pagamentos em troca da identificação de supostas vulnerabilidades no sistema eleitoral brasileiro.
Mauro Cid, atualmente sob custódia, está sob investigação em um caso que apura a inserção de informações falsas relacionadas à vacinação contra a Covid-19 no sistema do Ministério da Saúde.
Em 24 de agosto, a CPI planeja ouvir o depoimento de Luis Marcos dos Reis, convocado pela comissão, com a sessão agendada para as 9h, conforme informações apuradas pela CNN.
Marcos dos Reis atuou como auxiliar de ordens de Bolsonaro e, como sargento do Exército, movimentou R$ 3,34 milhões entre 1º de fevereiro de 2022 e 8 de maio deste ano, de acordo com um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Após a prisão do Comandante da Polícia Militar do Distrito Federal, Klepter Rosa, na última sexta-feira (18), em uma operação vinculada aos eventos de 8 de janeiro, há considerações sobre a possibilidade de convocar o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para depor novamente na CPMI, conforme relatado por fontes.
Até o momento, existem pelo menos seis requerimentos protocolados na comissão solicitando a convocação ou convite do governador, embora nenhum deles tenha sido agendado para votação.

















