Em 2023, o cidadão brasileiro se viu obrigado a destinar 147 dias de seu árduo trabalho para suportar o fardo dos impostos, revela estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
O panorama é alarmante ao se comparar com a década de 1970, quando eram necessários apenas 76 dias de labuta para honrar os tributos. A realidade se deteriorou substancialmente ao longo do tempo, com a cifra chegando a 151 dias em 2020 e, agora, persistindo em 147 dias.
De acordo com o instituto, comparado com a década de 1970, os brasileiros trabalham mais que o dobro de dias para pagar impostos.
Veja abaixo:
1970: 76 dias
1998: 72 dias
2020: 151 dias
2021: 124 dias
2023: 147 dias
A virada para pior se intensificou após a promulgação, em 2022, de uma lei que restringiu a compensação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em setores cruciais como combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo.
A crítica situação também reflete nas histórias individuais, como a de Mireile Tozin, uma exímia chefe de cozinha em Curitiba. Ela enfrenta a asfixia de impostos em itens básicos como leite e gás de cozinha, essenciais para sua produção de doces finos e de festa.
A batalha é dupla, uma vez que Mireile não pode repassar integralmente os valores pagos em impostos aos clientes, amplificando a agonia daqueles que labutam incansavelmente para manter seus negócios.

















