A passarela localizada na Estrada do Coco, em Lauro de Freitas, que é o principal acesso de pedestres ao Hospital Geral Menandro de Faria, deveria ser um símbolo de acessibilidade e tecnologia. Entretanto, após sua inauguração em 2014, com a inclusão de elevadores para garantir a mobilidade de pedestres com deficiência, a estrutura se transformou em alvo de reclamações e negligência.
A obra, aprovada em 2012 e com investimento de R$ 2 milhões, teve a promessa de ser entregue em seis meses, mas levou dois anos para ser concluída. Mesmo com a instalação dos elevadores, que eram uma grande novidade para a cidade, a passarela agora enfrenta um cenário de abandono e descaso.
Os elevadores, que foram projetados para beneficiar aqueles com dificuldades de locomoção, hoje não cumprem mais sua função e se tornaram pontos de acúmulo de lixo, com caixas de papelão, sacolas plásticas e até coletes reflexivos espalhados pela estrutura. Os moradores relatam que o mau cheiro é insuportável, tornando a espera pelo transporte público na região uma experiência desagradável.
Além disso, a passarela se tornou um refúgio para pessoas em situação de rua, que não recebem o devido apoio dos órgãos competentes. A prefeitura, por sua vez, minimizou o problema, declarando que só existem oito pessoas em situação de rua na cidade, apesar das evidências visíveis na passarela.
A situação de abandono chegou a ser discutida na mídia local, com a prefeita da cidade, Moema Gramacho, reforçando uma declaração controversa de que havia poucas pessoas em situação de rua no município. Essa afirmação foi rejeitada pelos moradores, que testemunham a presença constante dessas pessoas na passarela.
Em resposta às denúncias, a prefeitura informou que os agentes de limpeza atuam diariamente na passarela e que o elevador também é higienizado regularmente. No entanto, confirmou que os elevadores não estão funcionando e afirmou estar buscando soluções para o problema. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania também disse desconhecer a presença de pessoas em situação de rua na passarela, mas prometeu enviar uma equipe para averiguação.
A passarela do Hospital Geral Menandro de Faria, que deveria ser um símbolo de acessibilidade e inclusão, se tornou um exemplo de descaso e abandono. É essencial que as autoridades tomem medidas imediatas para reverter essa situação e garantir que a estrutura cumpra seu propósito de fornecer um acesso seguro e digno aos pedestres, além de oferecer o devido amparo às pessoas em situação de vulnerabilidade social que a utilizam como abrigo.
















