O Movimento Brasil Livre (MBL) está de volta a Salvador, despertando controvérsias por todos os lados. Conhecido por se posicionar como principal opositor do PT, o MBL retorna à capital baiana para seu congresso, trazendo figuras políticas de peso como ACM NETO e Bruno Reis ao palco. Mas será que esse retorno representa uma genuína ameaça ao Bolsonarismo ou é apenas um ressurgimento de uma força esquecida?
Em 2017, o MBL realizou seu primeiro congresso em Salvador, contando com a presença do então prefeito ACM NETO, convidado por coordenadores influentes. Desde então, o movimento passou por uma fase de renovação, apresentando novos rostos e figuras conhecidas. Entre os nomes familiares, estão Kim Kataguiri, deputado federal reeleito, Arthur do Val, também conhecido como Mamãe Falei, e Renan Santos, um dos fundadores do movimento, cuja presença costuma gerar amor e ódio por onde passa.
Com os novos quadros do MBL, destaca-se a presença do deputado estadual por São Paulo, Guto Zacarias, e Amanda Vertorazzo, ex-candidata a deputada estadual em São Paulo. Curiosamente, a liderança do movimento na Bahia está nas mãos de Sandro Filho, cujo passado controverso envolve ligações políticas à esquerda, inclusive com o próprio pai atuando como assessor de um deputado petista. Esse histórico gera desconfiança e questionamentos sobre a verdadeira agenda do MBL.
A presença do MBL em Salvador não é unanimemente apoiada. Na Bahia, o movimento tem perdido força e capilaridade, com muitos seguidores migrando para o bolsonarismo e acusando o MBL de ser um movimento disfarçado de liberais, mas que no fundo, continuaria apoiando o PT. Essa acusação cria tensões e polarização no estado.
Enquanto alguns defendem o MBL como uma legítima voz de oposição, pautada pelo liberalismo e combate à corrupção, outros o veem como um instrumento político que serve aos interesses de elites e de algumas figuras conservadoras.
O congresso em Salvador promete acirrar ainda mais os debates e controvérsias. Com acusações de traição ao bolsonarismo e de perder sua relevância política, o MBL terá que provar sua força e poder de mobilização. Será esse retorno uma renovação genuína ou o início de um declínio irreversível? A resposta a essa questão promete ser polêmica e amplamente debatida na Bahia e em todo o país.
Para quem se interessar, o evento está marcado para o dia 19/08, na Rua Serbebeto de Barros, 138. Maiores informações podem ser encontradas no sympla ou na página oficial do próprio movimento. Prepare-se para mais uma rodada de debates acalorados e tensões políticas na capital baiana.
















