O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, demonstrou preocupação com o recuo de 2% na atividade econômica brasileira no mês de maio, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB). Haddad ressaltou que os juros altos têm sido um fator determinante nessa queda.
Ao falar com jornalistas, o ministro destacou a longa duração dos juros reais elevados e a preocupação com a arrecadação, mencionando o retorno recebido de prefeitos e governadores. Ele alertou para a necessidade de cautela caso as taxas permaneçam em torno de 10% ao ano, enfatizando que essa situação está pesando muito sobre a economia.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem pressionado o Banco Central a reduzir a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 13,75% ao ano, visando diminuir o juro real. Existe a expectativa de que ocorra um corte na taxa durante a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) agendada para os dias 1º e 2 de agosto.
É importante ressaltar que o Brasil possui a maior taxa de juros reais do mundo, sendo calculada com base no abatimento da inflação projetada para os próximos 12 meses.
Embora a atividade econômica esteja se mostrando mais fraca para o segundo trimestre, os economistas têm elevado suas projeções de crescimento do PIB brasileiro para o ano de 2023. Segundo o boletim Focus, divulgado também nesta segunda-feira, o mercado estima um crescimento de 2,24% para o PIB neste ano, em comparação com a projeção anterior de 2,19%. Para 2024, a previsão de crescimento também foi aumentada, passando de 1,28% para 1,30%, e para 2025, subiu de 1,80% para 1,88%. Vale ressaltar que essas projeções foram feitas antes dos últimos dados do IBC-Br.
















