O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante os bloqueios das rodovias após o 2º turno das eleições presidenciais, Silvinei Vasques, foi exonerado do cargo.
A exoneração foi publicada na edição desta terça-feira (20) do Diário Oficial da União (DOU) e assinada por Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil.
O Ministério Público Federal (MPF), que pedia o afastamento de Silvinei, argumenta que ele fez uso indevido do cargo e lista situações durante a campanha eleitoral em que, no entendimento dos procuradores, o diretor pediu votos irregularmente para o Presidente Bolsonaro (PL).
Vasques foi alvo de outra ação protocolada por parlamentares junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), mirando o afastamento da PRF. A vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, solicitou ao Supremo a rejeição do pedido, alegando falta de legitimidade processual.
O juiz José Arthur Diniz Borges, da 8ª Vara Federal do Rio de Janeiro (RJ), aceitou no final de novembro deste ano uma ação movida pelo MPF contra Silvinei Vasques. Com isso, ele se tornou réu por improbidade administrativa.
Em nota, na ocasião, a PRF disse que “acompanhava com naturalidade a determinação de citação” de Vasques.
Além disso, um inquérito aberto pela Polícia Federal (PF) investiga blitze da PRF no dia do 2º turno das eleições: contrariando determinação da Justiça, agentes pararam ônibus que faziam transporte gratuito de eleitores. A corporação alega que fiscalizou questões técnicas dos veículos, como condições de pneus.
A conduta de Silvinei é alvo de investigação diante dos bloqueios ilegais de rodovias, promovidos por apoiadores de Bolsonaro depois que ele perdeu a eleição. O MPF aponta que há indício de omissão da PRF, por motivos políticos.
Foto: Carolina Antunes/PR

















