Os ativos de grandes empresas brasileiras negociadas no exterior reagem negativamente ao resultado do 2º turno das eleições presidenciais, em meio às incertezas sobre a política econômica do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e também com temores sobre intervenção nas estatais.
De acordo com analistas ouvidos pelo InfoMoney no último domingo (30), a projeção já era de uma sessão negativa para o mercado nesta segunda-feira (31) pós-eleição, ainda que o movimento possa se atenuar à medida que haja menos incertezas com relação às políticas do eleito para a presidência.
Os ativos negociados no pré-market na Bolsa de Nova York já refletem o noticiário eleitoral. Às 7h30 (horário de Brasília) desta segunda, o MSCI Brazil Capped ETF (EWZ), principal ETF (fundo de gestão passiva) atrelado à Bolsa brasileira caía 5,69% na NYSE, a US$ 29,66. Os ADRs (recibo de ações, na prática, ativos negociados das empresas brasileiras na NYSE) ordinários da Petrobras tinham baixa de 9,44%, a US$ 12,18, enquanto os PBR-A, relativos aos preferenciais PETR4 tinham queda de 8,98% no mesmo horário, a US$ 11,15.
A expectativa já era negativa, mas a continuidade deste movimento vai depender dos próximos dados a serem dados pelo presidente eleito, avaliam os analistas de mercado. Os investidores ficam de olho principalmente na composição da equipe econômica; um nome pró-mercado, como o de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central no governo Lula e ex-ministro da Fazenda no governo Michel Temer, seria bem recebido pelos investidores.
Fonte: Infomoney | Foto: Getty Images
















