Bom dia, meus lindos!
Para manter a ordem das histórias, vou contar para vocês a última daquela turma.
Lembram do grupo que eu andava, né? Que eram 07 integrantes, sendo apenas um homem, o “Ramon”.
Então… O “Ramon” era muito meu amigo! Eu tinha um amor por ele que só Deus sabe!
A gente tem um amor por animais, que eu acho que acabou nos linkando, até mesmo mais que o boxe.
Ficávamos treinando, ao término das aulas. Eu sempre puxava escolinha para ele, que era um fominha. rs.
Saíamos para restaurantes e ele nunca deixava que pagássemos a conta. Falo no plural, pois não era somente nós dois. Muitas vezes a turma toda e ele nem deixava a gente ver a conta. Brigávamos com ele, reclamávamos, mas não tinha jeito.
Mas vamos ao que interessa… Os dias passavam e eu ia percebendo uma mudança de comportamento dele comigo. Cheguei, inclusive, a ligar para ele para saber o que estava acontecendo, porém ele disse que estava tudo bem. Que era impressão minha. Mas não era!
Quando aconteceu aquela confraternização de fim de ano, o amigo secreto, lembram? Pois é… Ali ele já estava mais do que estranho comigo.
Daí veio a virada de ano, que eu prometi que não iria mais derramar uma lágrima por causa deles…
O tempo passou! Um ano depois eu combinei de almoçar com a “Luciana” (uma das casadas, na época) e, quase no final do almoço, ela resolveu me contar que encontrou com o “Ramon”, saindo do dentista, que fica no mesmo prédio comercial da academia que ele treinava. E ele foi logo perguntando por mim, o que já causou espanto nela. E, quando ela me contou, confesso que eu me espantei também! Disse para ela: “Lu, já que eles me odeiam, por que continuam perguntando de mim? Por que não esquecem que eu existo? Eu nem toco no nome deles!”. Ela não soube me responder, óbvio!
Segundo ela, a conversa foi mais ou menos assim:
– Tem visto a Fabiana? (Ramon)
– Não. Faz tempo que a gente não se encontra. Mas falo com ela de vez em quando. (Luciana)
– A cada dia que passa eu me decepciono mais com Dona Fabiana. (R)
– Poxa, que pena! Não tenho nada contra ela. (L)
E então contou para ela duas MENTIRAS ABSURDAS a meu respeito! Escutei cada palavra, respirei fundo e perguntei o que ela tinha dito e se tinha me defendido. Ela disse que achou tudo tão sem sentido que, à medida que ele ia falando, ela só lembrava de ter me contado uma situação íntima do casamento dela, do grupo somente eu sabia, e que nunca essa história vazou. Nunca nenhum deles soube, porque, por óbvio, eu mantive segredo (até hoje!). Então ela não tinha porque duvidar de mim. Olhou para mim e disse: Eu não estou aqui almoçando com você? Eles não são meus amigos, nunca foram. De todos ali, a mais próxima de mim sempre foi você.
Depois ela me contou que a “Mirna” também uma vez, na academia, sentou na mesa da lanchonete que ela estava, e começou a falar (mal) de mim. Ela não entendeu nada. Escutou e não disse uma palavra, segundo ela. Ela não simpatizava muito da “Mirna” e ficou sem reação.
Bem, logo a conta do restaurante chegou. Pagamos (50-50) e entramos no carro. Na sequência, perguntei se ela se incomodava que eu ligasse para um ex meu, colocando no viva voz, para que ela pudesse ouvir a verdade sobre a primeira mentira. Esse meu ex tinha (não sei se ainda tem) uma Escolinha de Futebol e eu prestava serviço (social midia) para ele e o sócio. Criei um perfil Instagram e a página do Facebook. Quando terminamos, continuei trabalhando por mais 4 meses, até o dia que ele me viu com um novo namorado. rs. Então precisei me desvincular. Na mesma semana passei o login e as senhas para o sócio (tio dele) e segui com a minha vida. O “Ramon” contou para a “Luciana” que eu me recusei a dar o Instagram para o meu ex. Perguntou para a “Lu” se, quando saíamos, eu pagava a conta. Ela disse que sempre dividíamos. E que já aconteceu dela estar sem dinheiro e cartão e eu pagar para ela. Ele disse que, quando a gente saía, eu não pagava a conta. Pois bem, liguei e coloquei no viva voz. Perguntei para o “Edmundo” se alguma vez ele tinha pedido o Instagram e eu me recusado. Ele disse que nunca! E que ele sempre me deu carta branca para as redes sociais. Contei para ele sobre não pagar conta de restaurante, e ele: “Então o “Ramon” é um hipócrita! Porque ele nunca deixava ninguém pagar a conta. A gente brigava, insistia, mas ele não deixava ninguém pagar”. Desliguei a ligação.
Quando terminei o relacionamento com o “Edmundo”, fiquei com um rapaz que vou chamar de “Marlon”, um fisioterapeuta. Normalmente, ao terminar uma relação, opto por ficar sozinha. Pra me curar, sabe? Eu realmente gosto desse tempo só pra mim! Mas fiz a grande bobagem de ficar com esse rapaz, sendo que eu não estava bem para me relacionar com ninguém! E acabei me afastando dele. A coincidência é que ele já estava com uma viagem toda programada para a Europa com uma tia. E esse afastamento caiu como uma luva! Daí vem a segunda mentira contada a meu respeito… Foram dizer para o “Ramon” que eu parei de ficar com “Marlon”, porque me aborreci por ele não ter me levado para a Europa. É mole?! Só que tem um porém, a pessoa que inventou essa mentira, me conhece tão bem, mas tão bem, que não sabe algo muito pessoal que eu contei na hora para a “Luciana”, o que desmentia tudo! Mas, não satisfeita, procurei o “Marlon”. Estávamos há mais de um ano sem contato. Enviei mensagem para ele, que prontamente me respondeu. Lembro como se fosse hoje:
– Olá, “Marlon”. Bom dia! Tudo bem? Indo direto ao assunto… Tem uma mentira rolando com o meu nome e o seu. Disseram que eu parei de ficar com você, porque me aborreci, por você não ter me levado para a Europa.
– Posso rir? (Marlon)
– Fique à vontade! (F)
– Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk (tinha muito mais kkk escrito por ele. rs). Puta que pariu! Quem foi que inventou uma merda dessa? (Marlon)
A conversa rendeu e até voltamos a ficar algumas vezes. Até hoje mantemos contato. 😛 Pena que não pude agradecer ao “Ramon” e a quem inventou essa mentira. rs.
Printei as telas e enviei para a “Luciana”. As duas mentiras desmacaradas!
Até alguns anos atrás eu ficava sofrendo com essa história, tentando descobrir quem inventou tudo isso. A troco de que? Eu era tão amiga do “Ramon”. Eu amava tanto ele… Foi doloroso demais perder um “amigo” por mentiras. Encontrei algumas vezes com ele, pelas ruas de Salvador, e não falar com ele me doía. Até que um dia parou de doer, quando eu entendi que, se ele fosse meu amigo de verdade, ele, no mínimo, me chamaria para conversar.
Então eu entendi que Deus me livrou, mais uma vez, de falsos amigos!
Às vezes a gente demora a enxergar, mas devemos sempre ser gratos a Deus, pois Ele NUNCA erra! Ele SIM nunca nos decepciona!
É isso, meus lindos… Fico por aqui!
Nos encontramos próxima quinta, se Deus quiser!
Ótimo final de semana procês! E que Deus abençoe!
Um xêro! ♥

















